Liturgia diária
Santo Anjo da Guarda de Portugal – memória
10,2-14.
2 Naqueles dias, eu, Daniel, fazia penitência durante três semanas.
3 Não tomei qualquer alimento delicado, não entrou em minha boca nem carne nem vinho, não me ungi com azeite enquanto decorreram estas três semanas.
4 No vigésimo quarto dia do primeiro mês, encontrava-me eu na margem do grande rio Tigre.
5 Ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro.
6 O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido, e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão.
7 Só eu, Daniel, é que pude contemplar esta aparição; aqueles que estavam comigo não a viram, mas apoderou-se deles um tão grande pavor que correram a esconder-se.
8 Então, fiquei sozinho, continuando a presenciar esta portentosa aparição. Faltaram-me as forças; tornou-se lívida a cor do meu rosto e desfaleci.
9 Ouvi falar este homem e, ao som das suas palavras, caí desmaiado, com a face por terra.
10 Mas eis que uma mão me tocou e me fez colocar, a tremer, sobre os joelhos e as palmas das mãos.
11 Disse-me ele: «Daniel, homem de predileção, atende às palavras que te vou dirigir. Levanta-te, pois tenho uma mensagem a comunicar-te». Quando me falou assim, pus-me de pé, todo a tremer.
12 Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho.
13 O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia,
14 e vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo no fim dos tempos».
91(90),1.3.5b-6.10-11.14-15.
R/ O Senhor mandará aos seus Anjos que te guardem em todos os teus caminhos.
1 Tu, que habitas sob a proteção do Altíssimo,
moras à sombra do Omnipotente,
3 Ele te livrará do laço do caçador
e do flagelo maligno.
5 Não temerás o pavor da noite,
nem a seta que voa de dia;
6 nem a epidemia que se propaga nas trevas,
nem a peste que alastra em pleno dia.
10 Nenhum mal te acontecerá,
nem a desgraça se aproximará da tua morada.
11 Porque Ele mandará aos seus anjos
que te guardem em todos os teus caminhos.
14 «Porque confiou em Mim, hei de salvá-lo;
hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
15 Quando Me invocar, hei de atendê-lo,
estarei com ele na tribulação,
hei de libertá-lo e dar-lhe glória».
2,8-14.
8 Havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos.
9 O anjo do Senhor aproximou-se deles, e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo.
10 Disse-lhes o anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo:
11 nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor.
12 Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura».
13 Imediatamente juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo:
14 «Glória a Deus nas alturas e paz na Terra aos homens por Ele amados».
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