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Liturgia diária

Terça-feira da 10ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 9 De Junho Cor litúrgica: Verde

1_R 17,7-16.

7 Naqueles dias, secou a torrente junto da qual se tinha refugiado o profeta Elias, porque não tinha chovido na região.
8 Então o Senhor dirigiu a palavra a Elias, dizendo:
9 «Levanta-te, vai a Sarepta de Sidónia e fica lá, porque Eu ordenei a uma viúva que te dê alimento».
10 Elias pôs-se a caminho e foi para Sarepta. Ao chegar às portas da cidade, encontrou uma viúva a apanhar lenha. Chamou-a e disse-lhe: «Por favor, traz-me uma bilha de água para eu beber».
11 Quando ela ia buscar a água, Elias chamou-a e disse: «Por favor, traz-me também um pedaço de pão».
12 Mas ela respondeu: «Tão certo como estar vivo o Senhor, teu Deus, eu não tenho pão cozido, mas somente um punhado de farinha na panela e um pouco de azeite na almotolia. Vim apanhar dois cavacos de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho. Depois comeremos e esperaremos a morte».
13 Elias disse-lhe: «Não temas; volta e faz como disseste. Mas primeiro coze um pãozinho e traz-mo aqui. Depois farás pão para ti e teu filho.
14 Porque assim fala o Senhor, Deus de Israel: "Não se esgotará a panela da farinha, nem se esvaziará a almotolia do azeite, até ao dia em que o Senhor mandar chuva sobre a face da Terra"».
15 A mulher foi e fez como Elias lhe mandara; e comeram ele, ela e seu filho.
16 Desde aquele dia, nem a panela da farinha se esgotou, nem se esvaziou a almotolia do azeite, como o Senhor prometera pela boca de Elias.

Salmos 4,2-3.4-5.7-8.

2 Quando Vos invocar, ouvi-me, ó Deus de justiça.
Vós que na tribulação me tendes protegido,
compadecei-Vos de mim e ouvi a minha súplica.
3 Até quando, ó homens, sereis duros de coração?
Porque amais a vaidade e procurais a mentira?

4 Sabei que o Senhor faz maravilhas pelos seus amigos,
o Senhor me atende quando O invoco.
5 Tremei e não pequeis,
no silêncio dos vossos leitos falai ao vosso coração.

7 Muitos dizem: «Quem nos fará felizes?».
Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz da vossa face.
8 Dais ao meu coração uma alegria maior
do que a deles na abundância de trigo e vinho.

Mateus 5,13-16.

13 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da Terra. Mas se ele perder a força, com que há de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte;
15 nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa.
16 Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus».

Comentário ao Evangelho

A alma penetrada pela luz tal como o mundo é iluminado pelo Sol

Os elementos do homem são todos distintos e seguem uma ordem determinada. A alma aparece como um fogo e, dentro dela, a razão é como uma luz. A alma é penetrada pela luz da razão tal como o mundo é iluminado pelo Sol; deste modo, pode prever e compreender, através da razão, todas as obras do homem. [...]

Quando é obscurecido por uma nuvem negra, escondido pelos relâmpagos, os trovões e as chuvas torrenciais, o Sol deixa de se ver; quando estes cessam, volta a irradiar a sua luz. O mesmo acontece com a alma do homem: quando está oprimida pelo corpo, age segundo os desejos da carne, e a luz interior da razão obscurece-se; pois a ira é como o relâmpago, a ganância como o trovão, e os desejos ilícitos da carne como chuvas torrenciais. Quando a penitência a purifica das suas aflições, brilha de novo na clareza da verdadeira luz, iluminada pela esperança da libertação e da salvação. A alma exala então a razão, tal como o fogo do Sol lança os seus raios e, através dela, discerne aquilo que é celeste e aquilo que é terreno.

A alma do homem é fortalecida pelo fogo do Sol do Espírito Santo para realizar o bem, mas o frio da preguiça e da negligência enfraquecem-na. O fogo da perseverança e da contrição, combinando-se, fazem que o homem dê bons frutos, confortando-o e adornando-o em tudo o que é útil, para que nada o separe do serviço e do amor de Deus.

Santa Hildegard de Bingen (1098-1179) abadessa beneditina e doutora da Igreja O Livro das Obras Divinas, cap. 6

Santo do Dia