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Liturgia diária

Quarta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Quarta-Feira, 16 De Setembro Cor litúrgica: Verde

1_Co 12,31.13,1-13.

31 Irmãos: Aspirai com ardor aos dons espirituais mais elevados. Vou mostrar-vos um caminho de perfeição que ultrapassa tudo:
1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos. se não tiver caridade, sou como bronze que ressoa ou como címbalo que retine.
2 Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu possua a plenitude da fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.
3 Ainda que distribua todos os meus bens aos famintos e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver caridade, de nada me aproveita.
4 A caridade é paciente, a caridade é benigna; não é invejosa, não é altiva nem orgulhosa;
5 não é inconveniente, não procura o próprio interesse; não se irrita, não guarda ressentimento;
6 não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a verdade;
7 tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O dom da profecia acabará, o dom das línguas há de cessar, a ciência desaparecerá; mas a caridade não acaba nunca.
9 De maneira imperfeita conhecemos, de maneira imperfeita profetizamos.
10 Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.
11 Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Mas quando me fiz homem, deixei o que era infantil.
12 Agora vemos como num espelho e de maneira confusa, depois, veremos face a face. Agora, conheço de maneira imperfeita; depois, conhecerei como sou conhecido.
13 Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e a caridade; mas a maior de todas é a caridade.

33(32),2-3.4-5.12.22.

R/ Feliz o povo que o Senhor escolheu para sua herança.

2 Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa.
3 Cantai-Lhe um cântico novo,
cantai-Lhe com arte e com alma.

4 A palavra do Senhor é reta,
da fidelidade nascem as suas obras.
5 Ele ama a justiça e a retidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor.

12 Feliz a nação que tem o Senhor por seu Deus,
o povo que Ele escolheu para sua herança.
22 Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor.

Lucas 7,31-35.

31 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «A quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem se parecem?
32 São como as crianças, que, sentadas na praça, falam umas com as outras, dizendo: "Tocámos flauta para vós e não dançastes, entoámos lamentações e não chorastes!"
33 Porque veio João Batista, que não comia nem bebia vinho, e vós dizeis: "Tem o demónio com ele".
34 Veio o Filho do homem, que come e bebe, e vós dizeis: "É um glutão e um ébrio, amigo de publicanos e pecadores".
35 Mas a Sabedoria é justificada por todos os seus filhos».

Comentário ao Evangelho

Deus não Se cansa de nos chamar à conversão

Até quando adiaremos obedecer a Cristo, que nos chama para o seu reino celeste? Quando nos decidiremos a purificar-nos? Não nos decidiremos a abandonar o nosso género habitual de vida, para seguir a fundo o Evangelho? Afirmamos desejar o reino de Deus, mas não nos preocupamos grandemente com os meios para o alcançar.

E, apesar de não nos dedicarmos minimamente à observância dos mandamentos do Senhor, estamos convencidos, na vaidade do nosso espírito, de que somos dignos de receber a mesma recompensa que recebem aqueles que resistiram ao pecado até à morte. Mas quem é o homem que, tendo-se deitado em sua casa a dormir no tempo da sementeira, pode recolher braços cheios de espigas no tempo da colheita? Quem poderá fazer a vindima sem ter plantado e cultivado a vinha? Os frutos são para aqueles que trabalharam; as recompensas e as coroas, para aqueles que venceram. Foi jamais coroado atleta algum que não se tenha sequer despido para combater o adversário? E nem sequer basta vencer, é também necessário «competir segundo as regras» (2Tim 2,5), como diz o apóstolo Paulo, isto é, segundo os mandamentos que nos foram dados.

Deus é bom, mas também é justo: o Senhor «ama a justiça e a retidão» (Sl 33,5); por isso, «Quero cantar a bondade e a justiça: a Vós, Senhor, entoarei salmos» (Sl 101,1). Vê com que discernimento usa o Senhor de misericórdia: não é misericordioso sem examinar, como não julga sem piedade, porque «justo e compassivo é o Senhor, o nosso Deus é misericordioso» (Sl 116,5). Não tenhamos, pois, uma ideia truncada de Deus; o seu amor por nós não deve ser um pretexto para sermos negligentes.

São Basílio (c. 330-379) monge, bispo de Cesareia da Capadócia, doutor da Igreja Grandes Regras monásticas, Prólogo

Santo do Dia