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Liturgia diária

Terça-feira da 17ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 28 De Julho Cor litúrgica: Verde

Jeremias 14,17-22.

17 Chorem meus olhos, noite e dia, lágrimas sem fim, porque uma grande ruína, uma chaga atroz, tortura a virgem, filha do meu povo.
18 Se saio para o campo, eis os mortos à espada; se entro na cidade, eis as vítimas da fome. Tanto o profeta como o sacerdote percorrem o país e não compreendem.
19 Acaso rejeitastes inteiramente Judá? Porque Vos desgostastes com Sião? Porque nos feristes sem esperança de remédio? Esperávamos a paz e nada vemos de bom, uma era de restauração e surgiu a angústia.
20 Reconhecemos, Senhor, a nossa impiedade e a culpa dos nossos pais, porque pecámos contra Vós.
21 Não nos rejeiteis, por amor do vosso nome, não deixeis profanar o vosso trono de glória. Recordai e não revogueis a vossa aliança connosco.
22 Pode algum dos falsos deuses das nações fazer que chova? Ou é o céu que nos dá sozinho os aguaceiros? Não sois Vós, Senhor, nosso Deus, em quem esperamos? Na verdade, sois Vós que realizais tudo isto.

79(78),8.9.11.13.

R/ Salvai-nos, Senhor, para glória do vosso nome.

8 Não recordeis, Senhor, contra nós
as culpas dos nossos pais.
Corra ao nosso encontro a vossa misericórdia,
porque somos tão miseráveis.

9 Ajudai-nos, ó Deus, nosso salvador,
para glória do vosso nome.
Salvai-nos e perdoai os nossos pecados,
para glória do vosso nome.

11 Chegue à vossa presença, Senhor,
o gemido dos cativos;
pela omnipotência do vosso braço,
libertai os condenados à morte.

13 E nós, vosso povo,
ovelhas do vosso rebanho,
louvar-Vos-emos para sempre
e de geração em geração cantaremos a vossa glória.

Mateus 13,36-43.

36 Naquele tempo, Jesus deixou a multidão e foi para casa. Os discípulos aproximaram-se dele e disseram-Lhe: «Explica-nos a parábola do joio no campo».
37 Jesus respondeu: «Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem,
38 e o campo é o mundo. A boa semente são os filhos do Reino, o joio são os filhos do Maligno,
39 e o inimigo que o semeou é o Diabo. A ceifa é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos.
40 Como o joio é apanhado e queimado no fogo, assim será no fim do mundo:
41 o Filho do homem enviará os seus anjos, que tirarão do seu Reino todos os escandalosos e todos os que praticam a iniquidade,
42 e hão de lançá-los na fornalha ardente; aí haverá choro e ranger de dentes.
43 Então os justos brilharão como o sol no Reino do seu Pai. Quem tem ouvidos, oiça».

Comentário ao Evangelho

«Foi um inimigo que fez isso» (Mt 13,28)

Escrevo-vos, irmãos bem amados, para que saibais que, desde o dia em que Adão foi criado até ao fim do mundo, o maligno fez e fará guerra constante aos santos (cf Ap 13,7). [...] Contudo, são poucos os que se dão conta de que o saqueador das almas coabita com eles no seu corpo, muito perto da sua alma. Eles vivem na tribulação e não há neste mundo ninguém que os possa reconfortar. Por isso, erguem o olhar para o Céu e aí colocam a sua esperança, contando receber alguma coisa dentro de si próprios; desta forma, e graças à armadura do Espírito (cf Ef 6,13), vencerão. Com efeito, é do Céu que recebem a força, que permanece escondida aos olhos da carne; enquanto procurarem Deus com todo o seu coração, a força de Deus virá secretamente em seu auxílio a todo o momento. [...] É precisamente porque tocam com o dedo a sua fraqueza, porque são incapazes de vencer, que solicitam ardentemente a armadura de Deus e, assim revestidos com o equipamento do Espírito para o combate (cf Ef 6,13), tornam-se vitoriosos. [...]

Sabei, pois, irmãos bem amados, que, em todos os que preparam a sua alma para se tornarem terra boa para a semente celeste, o inimigo apressa-se a semear o seu joio. [...] Sabei também que aqueles que não procuram o Senhor com todo o coração não são tentados por Satanás de forma tão evidente; é mais às escondidas e por manhas que ele tenta [...] afastá-los de Deus.

Mas agora, irmãos, tende coragem e não receeis. Não vos deixeis assustar com imaginações suscitadas pelo inimigo. Na oração, não vos entregueis a uma agitação confusa, multiplicando gritos sem nexo, mas acolhei a graça do Senhor na contrição e no arrependimento. [...] Tende coragem, reconfortai-vos, resisti, preocupai-vos com a vossa alma, perseverai zelosamente na oração. [...] Porque todos os que procuram Deus com verdade receberão na sua alma uma força divina e, recebendo essa unção celeste, sentirão em si o gozo e a doçura do mundo que há de vir. Que a paz do Senhor, aquela que esteve com todos os santos padres e os guardou das tentações, permaneça também convosco.

Homilia atribuída a São Macário (?-390) monge do Egipto Homilias espirituais, n.º 51

Santo do Dia