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Liturgia diária

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo – solenidade

Quinta-Feira, 4 De Junho Cor litúrgica: Branco

Deuteronómio 8,2-3.14b-16a.

2 Moisés falou ao povo, dizendo: «Recorda-te de todo o caminho que o Senhor, teu Deus, te fez percorrer durante quarenta anos no deserto, para te atribular e pôr à prova, a fim de conhecer o íntimo do teu coração e verificar se guardarias ou não os seus mandamentos.
3 Atribulou-te e fez-te passar fome, mas deu-te a comer o maná, que não conhecias nem teus pais haviam conhecido, para te fazer compreender que o homem não vive só de pão, mas de toda a palavra que sai da boca do Senhor.
14 Não te esqueças do Senhor, teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa de escravidão,
15 e te conduziu através do imenso e temível deserto, entre serpentes venenosas e escorpiões, terreno árido e sem águas.
16 Foi Ele quem, da rocha dura, fez nascer água para ti e, no deserto, te deu a comer o maná, que teus pais não tinham conhecido».

148(147),12-13.14-15.19-20.

R/ Jerusalém, louva o teu Senhor.

12 Glorifica, Jerusálem , o Senhor
louva, Sião, o teu Deus!
13 Ele reforçou as tuas portas
e abençoou os teus filhos.

14 Estabeleceu a paz nas tuas fronteiras
e saciou-te com a flor da farinha.
15 Envia à Terra a sua palavra,
corre veloz a sua mensagem.

19 Revelou a sua palavra a Jacob
suas leis e preceitos a Israel.
20 Não fez assim com nenhum outro povo
a nenhum outro manifestou os seus juízos.

1_Co 10,16-17.

16 Irmãos: Não é o cálice de bênção que abençoamos a comunhão com o Sangue de Cristo? Não é o pão que partimos a comunhão com o Corpo de Cristo?
17 Visto que há um só pão, nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo, porque participamos do único pão.

João 6,51-58.

51 Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Eu sou o pão vivo descido do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo»
52 Os judeus discutiam entre si: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?».
53 Jesus disse-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.
55 A minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.
57 Assim como o Pai, que vive, Me enviou e Eu vivo pelo Pai, também aquele que Me come viverá por Mim.
58 Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os vossos pais comeram, e morreram; quem comer deste pão viverá eternamente».

Comentário ao Evangelho

A grande felicidade de receber Jesus!

Qual de nós, meus irmãos, poderia ter jamais concebido que Jesus levaria o seu amor pelas suas criaturas ao ponto de lhes dar o seu adorável Corpo e o seu precioso Sangue para alimento da alma, se não fosse Ele próprio a dizer-no-lo? Meus irmãos, uma alma alimentar-se do seu Salvador!... E quantas vezes quiser!... Ó abismo de bondade e de amor de Deus pelas suas criaturas!...

Diz-nos São Paulo, meus irmãos, que o Salvador, ao assumir a nossa carne, ocultou a sua divindade e levou a humilhação até à aniquilação. Mas, ao instituir o adorável sacramento da Eucaristia, velou a sua humanidade, revelando apenas as suas entranhas de misericórdia. Meus irmãos, vede aquilo de que é capaz o amor de Deus pelas suas criaturas!... Não, meus irmãos, de todos os sacramentos, nenhum pode ser comparado ao da Eucaristia. [...]

Diz-nos São João que Jesus, tendo amado os seus até ao fim (cf Jo 13,1), descobriu maneira de subir aos céus sem deixar a Terra: tomou o pão nas suas santas e veneráveis ​​mãos, abençoou-o e transformou-o no seu Corpo; tomou o vinho e transformou-o no seu precioso Sangue; e deu a todos os padres, na pessoa dos seus apóstolos, o poder de fazerem o mesmo milagre sempre que pronunciassem as mesmas palavras, para que, através deste milagre de amor, Ele pudesse permanecer connosco, alimentar-nos, consolar-nos e fazer-nos companhia. [...]

Meus irmãos, que felicidade é para um cristão aspirar à sublime honra de ser alimentado pelo pão dos anjos!... Ah, meus irmãos, se compreendêssemos a grandeza da felicidade que temos em receber Jesus Cristo, não trabalharíamos continuamente para a merecer?

São João-Maria Vianney (1786-1859) presbítero, Cura de Ars Sermão para o 6.º domingo depois do Pentecostes

Santo do Dia