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Liturgia diária

Terça-feira da 9ª semana do Tempo Comum

Terça-Feira, 2 De Junho Cor litúrgica: Verde

2_P 3,12-15a.17-18.

12 Caríssimos: Esperai e apressai a vinda do dia de Deus, em que os céus se dissolverão em chamas e os elementos se fundirão no ardor do fogo.
13 Nós esperamos, segundo a promessa do Senhor, os novos Céus e a nova terra, onde habitará a justiça.
14 Portanto, caríssimos, enquanto esperais tudo isto, empenhai-vos, sem pecado nem motivo algum de censura, para que o Senhor vos encontre na paz.
15 Considerai esta paciente espera do Senhor como uma oportunidade para alcançardes a salvação.
17 Assim prevenidos, acautelai-vos, para não decairdes da vossa firmeza, arrastados pelo desvario dos ímpios.
18 Crescei na graça e no conhecimento de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador. Glória a Ele, agora e por toda a eternidade. Ámen.

90(89),2.3-4.10.14.16.

R/ Senhor, meu Deus, em Vós confio.

2 Antes de se formarem as montanhas
e nascer a Terra e o mundo,
desde toda a eternidade
Vós, Senhor, sois Deus.

3 Vós reduzis o homem ao pó da terra
e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».
4 Mil anos a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite.

10 Os dias da nossa vida andam pelos setenta anos
e, se robustos, por uns oitenta:
a maior parte são trabalho e desilusão,
passam depressa e nós partimos.

14 Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
16 Manifestai a vossa obra aos vossos servos
e aos seus filhos a vossa majestade.

Marcos 12,13-17.

13 Naquele tempo, foram enviados a Jesus alguns fariseus e partidários de Herodes para O surpreenderem no que dissesse.
14 Aproximaram-se e disseram: «Mestre, sabemos que és sincero e não Te deixas influenciar por ninguém, pois não fazes aceção de pessoas, mas ensinas com sinceridade o caminho de Deus. É lícito ou não pagar o tributo a César? Devemos pagar ou não?».
15 Mas Jesus, conhecendo a sua hipocrisia, respondeu-lhes: «Porque Me armais esse laço? Trazei-Me um denário para Eu ver».
16 Eles trouxeram-no e Jesus perguntou-lhes: «De quem é esta imagem e esta inscrição?». Eles responderam: «De César».
17 Então Jesus disse-lhes: «Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus». E eles ficaram muito admirados com Jesus.

Comentário ao Evangelho

«De quem é esta imagem?»

Moisés escreveu na Lei: «Disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança"» (Gn 1,26). Peço-vos que considereis a importância desta afirmação: Deus, o omnipotente, o invisível, o incompreensível, o inestimável, ao formar o homem com o barro da terra, enobreceu-o com a imagem da sua própria grandeza. O que têm em comum o homem e Deus, o barro e o espírito? Com efeito, «Deus é espírito» (Jo 4,24); foi, pois, uma grande prova de estima pelo homem ter-lhe concedido a imagem da sua eternidade e a semelhança da sua própria vida. A grandeza do homem é a sua semelhança com Deus, desde que a conserve. [...]

Enquanto a alma fizer bom uso das virtudes nela semeadas, será semelhante a Deus. Deus ensinou-nos a remeter para Ele todas as virtudes que colocou em nós quando nos criou. Pede-nos, antes de mais, que O amemos com todo o coração (cf Dt 6, 5), porque Ele amou-nos primeiro (cf 1Jo 4,10), amou-nos desde o começo, antes mesmo de existirmos. Amar a Deus é, pois, renovar em nós a sua imagem. E ama a Deus aquele que guarda os seus mandamentos. [...]

Temos, pois, o dever de refletir, em honra do nosso Deus e nosso Pai, a imagem inviolada da sua santidade, porque Ele é santo e nos disse: «Sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45); com amor, porque Ele é amor e João disse: «Deus é amor» (1Jo 4,8); com ternura e em verdade, porque Deus é bom e verdadeiro. Não sejamos pintores de uma imagem infiel. [...] E, para não introduzirmos em nós a imagem do orgulho, consintamos que Cristo pinte a sua imagem em nós.

São Columbano (563-615) monge, fundador de mosteiros Instrução 11, 1-4: PL 80, 250-252

Santo do Dia