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Liturgia diária

Sábado da 6ª semana da Páscoa

Sábado, 16 De Maio Cor litúrgica: Branco

Atos dos Apóstolos 18,23-28.

23 Depois de ter passado algum tempo em Antioquia, Paulo partiu de novo e percorreu sucessivamente a Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos na fé.
24 Entretanto, chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente, muito versado nas Escrituras.
25 Fora instruído no caminho do Senhor e pregava com muito entusiasmo, ensinando com exatidão o que se referia a Jesus, embora só conhecesse o batismo de João.
26 E começou a falar também com firmeza na sinagoga. Priscila e Áquila, ouvindo-o falar, tomaram-no consigo e expuseram-lhe com maior exatidão o caminho do Senhor.
27 Como ele queria partir para a Acaia, os irmãos encorajaram-no e escreveram aos discípulos que o recebessem. Depois de lá ter chegado, ajudava muito os fiéis com o auxílio da graça:
28 refutava energicamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus era o Messias.

47(46),2-3.8-9.10.

R/ Por entre aclamações e ao som da trombeta, ergue-Se Deus, o Senhor.

2 Povos todos, batei palmas,
aclamai a Deus com brados de alegria,
3 porque o Senhor, o Altíssimo, é terrível,
o Rei soberano de toda a Terra.

8 Deus é Rei do universo:
cantai os hinos mais belos.
9 Deus reina sobre os povos,
Deus está sentado no seu trono sagrado.

10 Reuniram-se os príncipes dos povos
ao povo do Deus de Abraão;
porque a Deus pertencem os poderes da Terra,
Ele está acima de todas as coisas.

João 16,23b-28.

23 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Em verdade, em verdade vos digo: tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo dará.
24 Até agora não pedistes nada em meu nome: pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.
25 Tenho-vos dito tudo isto em parábolas mas vai chegar a hora em que não vos falarei mais em parábolas: falar-vos-ei claramente do Pai.
26 Nesse dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei por vós ao Pai,
27 pois o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que Eu saí de Deus.
28 Saí de Deus e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e vou para o Pai».

Comentário ao Evangelho

Orar no Espírito com gemidos inefáveis

Aquele que pede a Deus a única coisa que realmente importa e a procura (cf Sl 26,4) pode fazê-lo com certeza e confiança. [...] Este bem único, a paz que excede todo o entendimento, não sabemos pedi-lo adequadamente na nossa oração. Pois aquilo que podemos imaginar da sua realidade não o conhecemos verdadeiramente; por outro lado, sabemos que tudo o que nos vem à mente e que rejeitamos, recusamos e condenamos não é o objeto da nossa busca, mesmo que ainda não tenhamos consciência do que esse objeto realmente representa.

Portanto, existe em nós aquilo a que eu chamaria uma douta ignorância, instruída pelo Espírito de Deus, que sustenta a nossa fraqueza. Porque, depois de dizer: «Esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança», o Apóstolo acrescenta: «É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, pois é em conformidade com Deus que o Espírito intercede pelos cristãos» (Rm 8,25-27).

Isto não deve ser entendido como se o Espírito Santo de Deus, que é o Deus imutável na Trindade e um só Deus com o Pai e o Filho, intercedesse pelos santos como alguém que não é Deus. Dizemos que Ele ora pelos santos porque os leva a orar: leva-os a orar com gemidos inefáveis, inspirando-lhes o desejo daquele grande bem, ainda desconhecido, que aguardamos com paciência.

Santo Agostinho (354-430) bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja Carta 130 a Proba, 27-28: PL 33, 505-506

Santo do Dia